segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Caricaturando

Por Sophia Góes

Finalmente saiu uma das edições mais esperadas do "Quem Faz O Quê?". Eu, particularmente, tava louca pra ver qual foi o resultado dessa tarde tão gostosa. Nunca tive a experiência de ter o meu auto-retrato ilustrado de maneira tão criativa e bem-humorada. Aliás, não só eu como boa parte da equipe da TVzinha, graças ao nosso ilustre convidado: o querido do Enoc, um caricaturista pra lá de talentoso e gente boa.

O resultado foi a melhor parte, onde o riso era garantido. No final, toda a equipe ficou de cara nova! E além das caricaturas, Enoc também nos contou sobre o seu trabalho e de como é a vida de um caricaturista. É só apertar o play pra conferir o que rolou. Tá massa, gente!

Se joga!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Do lado de lá...

Por Laís Dantas

Finalmente gravamos o Câmara Comenta – Ensaio sobre a cegueira. Depois de remarcarmos três vezes a pauta – que dará um programa especialíssimo – enfim visitamos a exibição internacional Diálogo na Escuridão, que permanece em Salvador até o dia 30 deste mês. 
Valeu a demora! Sabe aquela criança que espera ansiosa por um presente e, depois de algum tempo, recebe um pacote imenso, lindo, colorido, contendo mais do que imaginava? Foi exatamente assim que eu me senti ao visitar e percorrer cada espaço e obstáculo proposto pela exposição, guiada – sem vestígio de luz – por uma bengala e a voz calma de Germiniano, um dos cegos responsáveis por acompanhar os visitantes por todo o trajeto. 
 
Foi surpreendente! Uma experiência sensorial realmente inesquecível. Um exercício de empatia que nos aproxima do outro e de nós mesmos. Um aprendizado sem tamanho, cheio de descobertas e impressões imediatas. Percebi, mesmo cega, que se colocar no lugar do outro nos faz mais receptivos às diferenças, nos faz compreender o próximo em sua particularidade. 
Manter-se completamente cego, por um instante que seja, é realmente necessário. Sim! E faz bem. Não só privar-se da visão, mas experimentar não enxergar absolutamente nada, enquanto vivencia situações cotidianas. Atravessar uma ponte, enfrentar com apenas uma bengala ou cão-guia um trânsito desordenado ou um passeio acabado, por exemplo. 
 
Essa é a hora que agradecemos muito por ter esse sentido em perfeito estado. Essa também é a hora que nos perguntamos: por que ainda hoje, em pleno século de inclusão social e direitos iguais, não há sinaleiras sonoras instaladas em nossa cidade? Ao menos uma para contar e fazer história! Ou... por que os carros, barracas de camelôs e companhia ilimitada superlotam o lugar de pedestre? Por que os poucos pisos táteis que se fazem presentes nas calçadas estão danificados ou mal colocados, deixando de ser funcionais e, o que é pior, trazendo à tona efeitos adversos? É aí que questionamos, sem qualquer compreensão, a ausência de educação, sensibilidade, gentileza... essas coisinhas triviais, mas raras hoje em dia. 
 
Experimente você também estar do lado de lá!!